quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O Ritual da Postagem








Pessoal, eu realmente demorei para postar no Blog. Mas não me culpem, não tenho culpa se minha mente me prende em armadilhas criativas. Confesso que o ato de postar se tornou algo de alta complexidade e, de certa maneira, metódica. Sempre começo a formular as novas postagens assim que termino de publicar a anterior. A idéia surge pequena, tímida e distante. Mas ao decorrer dos dias, ela cresce de maneira assustadora, ocupando cada vez mais espaço em minha mera mente problemática. Então começo a me torturar e a cobrar mentalmente a publicação. Porém quando começo a escrevê-la, a idéia inspiradora da postagem foge aos meus dedos e não consigo mais publica-la. Desta forma SEMPRE baseio minhas postagens em dois temas: o inspirador e o momentâneo. Essa é uma das razões pelas quais gosto tanto de ambigüidades, as famosas "duas faces". Explicações dadas, vamos as idéias que me levaram a escrever essa postagem.

A primeira, e também abandonada, se referia a minha viajem à Ilha Grande. Depois de muito pensar decidi fazer um breve resumo, já que como todas as outras viagem que realizei, a interferência de inúmeros (acredite, MUITOS) imprevistos a tornaram cheia de detalhes e publica-la provavelmente ocuparia toda a pagina do blog. Também porque ainda desconfio que ninguém esteja realmente interessado em saber. Pois bem, vou ser rápido porque vejo que o post ficará demasiado grande, sendo assim vou destacar apenas as partes mais interessantes.
No dia antecedente à viajem, tivemos a típica conversa de planejamento, seguida da também típica correria para acrescentar os itens esquecidos à mala. Eu realmente não perdi muito tempo nessa parte. Pus tudo que precisava em uma mochila para embarcar então no maior desafio que já passei sozinho entre as quatro paredes de meu quarto. Chegara a hora de esconder os meus pertences mais valiosos e assim começou minha tortura mental. A tarefa se idealizava simples, afinal eram muito poucos os pertences que precisavam ser escondidos: Minha carteira com todas as minhas economias para comprar minha câmera fotográfica profissional (Estou aberto à doações!); Meu rádio relógio que toca Cd's e meu semi-funcional Ps2 (Aquele que, misteriosamente, estragou decorrida uma semana desde o dia em que o comprei do meu irmão, outra historia...) e meu também semi-funcional celular. A cada possibilidade de esconderijo que apontava, uma breve cena de um homem o encontrando na minha mente denunciava sua localização óbvia. Passei mais de uma hora pensando e repensado, apontando e descartando os locais candidatos ao esconderijo. Nenhum me parecia bom, afinal idealizava um ladrão maquiavélico como eu (Meu problema talvez seja pensar demais). Depois de muito pensar, peguei minha carteira e meu celular e taquei no recheio de isopor e espuma do meu pufe, pensei que estariam seguros a não ser que o ladrão resolvesse tirar uma folga justamente no meu quarto, algo improvável. Faltava ainda o Ps2 e o radio relógio, mas eu já estava muito cansado. Pus o radio-relogio no alto do guarda-roupa e o Ps2 do fundo do armário.

No dia seguinte, acordamos as 5 horas para sairmos as 6, por isso saímos as 7. Chegamos no estado do rio fazendo apenas uma pequena parada para ver a dramática cena que meu primo pequeno protagonizou vomitando no acostamento (estávamos seguindo meu tio na estrada). A viajem foi tranqüila, até quase nos perdermos na entrada da cidade do Rio de Janeiro (um visual distante das praias de Copacabana). Chegamos à Angra dos Reis e ficamos esperando meu tio para nos levar ao cais de onde a balsa de travessia saia. Até aí tudo bem, tirando o fato de estarmos sob o sol forte típico de meio dia, tendo que vasculhar a avenida principal para acharmos meu tio que nos levaria para o estacionamento onde ficariam os carros. Tudo isso tinha que ser feito antes das 14h, quando a ultima balsa do dia sairia. Enfim, a balsa saiu, nos deixando pra trás. Arranjamos de ultima hora uma menor, que aceitou nos levar mesmo com a tempestade que se conjurou repentinamente no céu. Embarcamos nossas malinhas para então realizarmos a verdadeira mudança que meu tio trousse, ficamos cerca de 10 minutos só para embarcar a parte dele. Saímos quando começou a chover, achei que iriam nos linchar ou nos jogar para os tubarões quando vi a cara das pessoas que já tinham embarcado que agora estavam a mercê da chuva que caiu justamente quando terminamos de embarcar.

Chegamos e tivemos que desembarcar toda a bagagem, atravessando a areia da praia com dificuldade em função dos tênis. Fomos procurar a casa que alugamos e descobri que TODA a cidade tinha aproximadamente um km e meio (incluindo o cais). No percurso todos nos observando e provavelmente pensando “os típicos mineiros em férias", a única diferença era que não estávamos em Guarapari. Nos acomodamos e fomos pro mar. Sem ondas e extremamente claro. O fundo de areia do raso ficava visível. Como não tinha sol forte ficávamos no mar de manha até o fim da tarde, nadando cachorrinho porque passavam peixinhos nos nossos pés (sem falar nos maldosos siris que apareciam de surpresa e nos beliscavam). Passamos os dias assim, foi realmente relaxante. No ultimo dia fomos pescar nas pedras. E foi nesse dia que meu adormecido lado fotografo despertou e tirei algumas fotos (apesar de não ter muitos cenários naquela cidade de 1 km e meio).

Na volta refizemos a travessia de balsa e pegamos o carro. Começamos a cominho de volta. Seguíamos com mais calma já que não precisávamos correr para pegar nenhuma barca em Belo Horizonte. Quando estava começando a relaxar no banco, em meio a uma curva ouvimos o barulho do silêncio do carro. Paramos no acostamento e tentamos ao máximo usar o celular pra chamar o reboque do pedágio, sem sucesso. Por sorte a ronda passou e veio em nosso socorro. O problema é que esse reboque já ia pegar um caminhão mais a frente. Combinamos de irem dois até o posto mais próximo enquanto os outros esperavam os "reforços" do reboque. Embarcamos, meu irmão e eu na boleia do caminhão e fomos. Eu estava assustado, com um pouco de medo, confesso. Acabamos não consertando o carro na mecânica do posto e tivemos que pedir ajuda a um conhecido em Juiz de Fora. Embarcamos parte da nossa bagagem no porta-malas e seguimos para a rodoviária, de onde pegamos o primeiro ônibus para BH e retomamos o nosso caminho na estrada. Logo no começo, com minha incrível sorte sentei na poltrona que escondia um chiclete.

Chegamos em BH, pegamos um táxi e chegamos em casa as 1h da manhã. Toda a viagem e seus imprevistos sumiram diante do meu ódio ao ver que meu quarto estava intacto. Pode parecer estranho, mas depois de horas de planejamento e tortura mental para esconder meus tesourinhos, fiquei desapontado ao perceber que nenhum ladrão tinha entrado na casa para fazer valer a pena todo o trabalho que tive. Fui dormir estranhamente aborrecido e frustrado pensando nisso!

Pronto acabei de contar a maldita idéia tema do post, agora posso admitir que não fiquei feliz em escreve-la. Acho que ninguém vai se dar o trabalho de ler. E não os culpo por isso, também não teria tanto animo. Mas voltando ao longínquo primeiro parágrafo, a segunda razão deste post é informar os novos post que estão por vir (assim você já pode perceber que está no final e comemorar isso). Vou dizer apenas que minhas aulas começam depois do carnaval. E claro que estes dias especiais terão post especiais, apenas AGUARDEM!

Um comentário:

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Adorei!! rssssssss
mas aposto que se o ladão tivesse levado seu "suado dinheirinho" vc iai achar ruim do mesmo modo!!
E ameeeei as fotos! nossa vc é um Ótimo Fotógravo iniciante! vc tem talento ^^...
Ah, Não acho que foi perda de tempo ler sobre suas ferias... foi ate engraçado(rir da desgraça alheia =x)